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Miramar Maragogi brinda hóspedes com shows ao vivo diariamente durante o feriadão de 1º de Maio

25-04-2007

O day off do feriado de 1º de Maio promete ser muito relaxante no paraíso das águas, em Alagoas, onde a pedida é fazer um tour pelas famosas galés de Maragogi. Distante apenas 115km do Recife, o local é uma referência no turismo de mergulho inclusive entre os marinheiros de primeira viagem. São aproximadamente 800 batismos por mês. Durante o feriadão no Miramar Maragogi Resort, o hóspede fica é vontade para curtir uma intensa programação cultural com mísica ao vivo diariamente com estilos que vôo da MPB ao samba e maracatu.

O Miramar também programou caminhadas, alongamento, ginástica, vôlei de praia, aulas de forró, hidro e bingo na praia. Impossível ficar parado. O resort ecologicamente correto proporciona uma verdadeira imersão em uma vida com mais qualidade de vida ao ofertar um cenário de tranquilidade, com direito à rede na varanda, decoração nativa e muito verde.

Para os pequenos, haverá muitas brincadeiras na praia e oficinas de pipa, barra bandeira e caía ao tesouro. Quem gosta de brincar na água, o pólo aquático é outra pedida.

Do hotel, partem excursões para Maceió e Praia do Francês ou mesmo para Pernambuco com visita ao Engenho Verde, em Palmares, ou a Serrambi, Maracaépe e Porto de Galinhas.

Hotéis do Nordeste investem para fidelizar clientes

20-04-2007

Para se manter competitivo no mercado, os hotéis e resorts e do Nordeste estão investindo cada vez mais em infra-estrutura, serviços e atendimento. A intenção é fidelizar os clientes. O Ocean Palace Beach Resort & Bungalows, de Natal, por exemplo, apostou na criaçao de um Kid`s Club. As atividades têm como base os princípios do construtivismo. No espaço, a crianças aprendem, através de jogos lúdicos, a interagirem entre sim.

“Os jogos foram criados por uma equipe de pedagogos e recreadores. Eles se divertem, mas ao mesmo tempo, aprendem a trabalhar em equipe, a respeitar as diferenças e a refletir sobre várias questões importantes do cotidiano”, explicou o diretor executivo do Ocean Palace, Arnaldo Gaspar Júnior. Já para os adultos, o resort oferece sessões de cinema em uma sala com 32 lugares e um spa completo que inclui aulas de pilates.

Instalado no litoral sul pernambucano, o Dorisol Ancorar Porto de Galinhas se especializou em mergulho. Além de infra-estrutura, o resort garante uso gratuito dos equipamentos necessários. O Miramar Maragogi Resort, no litoral norte de Alagoas, também apostou nesse segmento e disponibiliza centros de mergulho instalados permanentemente das dependências do hotel.

“Aqui os hóspedes não fazem apenas um mergulho inaugural. Eles têm, na verdade, a oportunidade de aprender a mergulhar em diversas profundidades, conhecer o uso de cada equipamento e normas de segurança e ainda assistem palestras que conscientizam sobre a importância da preservação do meio ambiente”, disse a diretora comercial Elianni Chalaça.

Via: Mercado e Eventos

Lançamento Internacional

10-04-2007

Com programação de férias e lazer incluindo as capitais de Alagoas e Pernambuco e as praias de Porto de Galinhas e Maragogi, o roteiro da "Costa dos Corais" garante ainda uma ampliação no programa de charters para a região. Elianni Chalaça, da direção comercial do Miramar, recebeu a confirmaço por parte da operadora ILG com sede na Italia. Seis novos charters estao assegurados, com programação anual. A partir de julho, os vôos da Itália, e em outubro, da Hungria, Bélgica, Polónia e Iugoslávia. "Com contratos garantidos por três anos, e operação com reserva de 130 apartamentos. Assim, temos a marca ousada de atuação no mercado internacional, como será característica do Miramar".

O Miramar está operando com 180 unidades de um total de 310 apartamentos, bangalós e suítes. Localizado á beira-mar da Praia de Ponta de Mangue, em Maragogi, a 130 kms. de Maceió e 115 kms. do Recife, é uma das novas e grandes atrações da hotelaria de lazer do Brasil.

Maragogi tem o primeiro resort ecologicamente correto

10-04-2007

Responsabilidade ambiental virou moda. No empurra-empurra do competitivo mercado hoteleiro brasileiro, é cada vez mais comum as empresas e grandes empreendimentos ostentarem o título de protetora do meio ambiente. No entanto, raras são aquelas que se preocupam com a natureza de forma honesta e consciente.

O Miramar Maragogi Resort *****, no litoral norte de Alagoas, foi inaugurado em 20 de dezembro de 2006, e tem como missão: provar aos empresários que é possível unir lucratividade e consciência ambiental. O empreendimento nasceu da paixão do português Serafim Silva por Maragogi, considerada por ele uma das praias mais encantadoras do País. A mesma paixão ele nutre pela natureza.

O projeto do empreendimento, cujo investimento é estimado em R$ 40 milhões, foi concebido a partir arvoredo existente no terreno. Antes de iniciar as obras, Serafim Silva, que é o diretor presidente do grupo hoteleiro Miramar, financiou um levantamento por GPS de todo o arvoredo existente na região, identificando as espécies e catalagando-as uma a uma. Cada árvore cortada na construção resultou em duas outras, plantadas de forma sistémica. O Ibama visitou o resort e parabenizou o andamento das obras. "O que tenho de melhor a oferecer é o meu encanto e o meu cuidados com a natureza", revela Serafim.

O conceito "ecologicamente correto" permeia ainda o projeto arquitetónico. Com aspecto natural, os charmosos bangalós compôem um cenário de tranquilidade, com direito a rede na varanda, decoração nativa e muito, muito verde. A iluminação utilizada procura destacar as armações em madeiras, as pontes, os coqueiros e as três cachoeiras artificiais construídas dentro do espelho de água que corta todo o resort, que possui 100 mil m2 de área construída. Em todos os bangalós e apartamentos foram instaladas placas solares para aquecimento de água.

A mão-de-obra utilizada na construção do Miramar também engrandece o seu potencial. Moradores da própria região foram admitidos. "Enfrentamos um desafio porque a mão-de-obra não era qualificada. Gastamos mais e as obras se prolongaram além do esperado. Mas com certeza eu sou mais feliz", diz Serafim Silva. O Miramar gerou 250 empregos diretos e mais de 1 mil indiretos.

O empresário também resolveu adotar a escola municipal, localizada dentro do terreno no resort. No local vai complementar os estudos regulares de crianças e adolescentes oferecendo cursos de capacitação e bolsas de estudos. A taxa de anafalbetismo em Maragogi atinge 40% da população, segundo o Censo 2000 do IBGE. "Também só vamos comprar fora o que não for produzido na região", explica, confirmando a parceria firmada com a Cooperativa dos Pequenos Agricultores Organizados de Maragogi (Coopeagro), que reúne trabalhadores de 20 assentamentos da região. Os artesãos locais terão espaço para comercializar suas peças no hotel uma vez por mês, na área de eventos.

Know-how é Há mais de 20 anos atuando no setor de turismo, Serafim Silva não consegue "pensar no crescimento sem o respeito pelas pessoas e pela natureza". Segundo ele, a construção de um empreendimento desse porte deve vir acompanhada de crescimento económico e oportunidades para a população, que é de 25 mil habitantes.

O empresário garante que o Nordeste receberá outros montantes de investidores portugueses e espanhóis. Somente o grupo Miramar deverá viabilizar um convénio junto ao BNB para a construção de dois novos hotéis na região em parceria com a rede espanhola Oca Hotels, que já possui 15 empreendimentos na Europa. "Fizemos um estudo de mercado e constatamos que Maragogi é uma praia com crescimento potencial. é perfeito para quem busca tranquilidade e destinos paradisíacos", afirma a diretora comercial Elianni Chalaça. Já existem, inclusive, equipes comerciais trabalhando para divulgar o destino na Europa.

Para potencializar o turismo na região, a rede Miramar contratou dois vôos charteres. Um deles começa a operar este mês e trará turistas de Buenos Aires. O outro vem direto de Portugal. Os mercados preferenciais são Portugal e Espanha, mas a divulgação será ampliada para Dinamarca, Suécia e Holanda. Pacotes que incluem roteiros de praia e rotas alternativas também estão sendo formatados pelo hotel. "A região de Maragogi tem muitos engenhos e pontos históricos intocados e que guardam características de dois séculos atrás. Além disso, a praia fica na segunda maior região coralina do mundo", explica Elianni.

O Miramar será o maior do nordeste em extensão. Terá, até marão, 340 unidades habitacionais, sendo 10 suítes com sala privativa, 100 UHs superiores (24 bangalós com 24 m2) e 160 UHs standard. O resort contará também com área para eventos, 12 lojas, Kid`s Club, Business Center, três restaurantes, quadras esportivas e spa. Outro atrativo do hotel é o centro de mergulho instalado permanentemente para atender exclusivamente aos hóspedes.

Presença en Feiras de Turismo

10-04-2007

O Miramar Maragogi Resort ***** vem de estar presente nas principais Feiras de Turismo de Brasil e do mundo.

EUROPA

  • WORLD TRAVEL MARKET en Londres
  • ITB Berlín
  • BIT Milán
  • BTL Lisboa
  • FITUR Madrid

BRASIL

  • Workshop CVC en Sao Paulo
  • Brazil National Tourism Mart (BNTM) en Recife
  • Centro-Oeste Tur en Goiánia
  • Minastur em Belo Horizonte (MG)
  • Feria de Salvador
  • Feria de Minas Gerais
  • Feria de Ribeirao Preto

Recifes Costeiros - Coral

10-04-2007

O Instituto Recifes Costeiros foi criado em outubro de 2001 a partir do trabalho desenvolvido por um grupo de pesquisadores que atuavam no Projeto "Iniciativa de Manejo Integrado para o Sistema Recifal Costeiro entre Tamandará á PE e Paripueira à AL", conhecido como "Projeto Recifes Costeiros".

http://www.recifescosteiros.org.br

Um recife de coral, sob o ponto de vista geomorfológico, é uma estrutura rochosa, rígida, resistente á ação das ondas e correntes marinhas, e construída por organismos marinhos portadores de esqueleto calcário (Leão, 1994). Em geral, os recifes de coral ocorrem em águas rasas, quentes e claras (Thurman, 1997). Portanto, são encontrados em mais de 100 países e territórios através dos trópicos. Sua beleza é lendária e sua importância, indiscutúvel, por se tratar do ecossistema mais diverso dos mares e por concentrar, globalmente, a maior densidade de biodiversidade de todos ambientes marinhos (Hogdson, 1996; Adey, 2000). Estimativas indicam que, em nível mundial, os recifes de coral contribuem com quase 375 bilhões em bens e serviços, por meio de atividades como pesca, turismo e proteção costeira (Wilkinson, 2002).

No total, acredita-se que 500 milhões de pessoas que vivem em países em desenvolvimento têm algum tipo de dependência associada aos recifes de coral (Wilkinson, 2002). A saíúe desse ecossistema afeta diretamente essas pessoas. No entanto, os recifes de coral estão seriamente ameaçados. Estima-se que 27% dos recifes do mundo inteiro já foram degradados de forma irreversível. No ritmo atual, previsões indicam que uma perda semelhante ocorrerá nos próximos 30 anos (WWF, 2002).

O monitoramento dos recifes de coral é especialmente importante devido à correlação encontrada entre os eventos de branqueamento - fenómeno que vem danificando os recifes de coral em todo o mundo - e as mudanças climáticas globais. A concentração de dióxido de carbono na atmosfera tem aumentado nas últimas décadas em uma taxa de várias ordens de magnitude acima dos valores calculados para os últimos 400 mil anos, o que comprova que mudanças climáticas não são somente um fato, mas também já apresentam suas consequências (Hoeghe-Guldeberg & Hoeghe-Guldeberg, 2004). Os recifes de coral têm sido apontados como o primeiro e maior ecossistema a sofrer impactos significantes, provocados por essas mudanças. Em 1998, um evento global de branqueamento foi detectado em várias partes do mundo e associado a eventos climáticos globais. Os eventos cíclicos de branqueamento e mortalidade de corais têm aumentado dramaticamente à medida que as temperaturas da água do mar alcançam valores mais altos e que eventos, como o El Niño, ocorrem com maior intensidade e frequência (Stone et al., 1999). Na Grande Barreira de Corais da Austrália, por exemplo, somente nos últimos cinco anos, foram registrados dois dos piores eventos de branqueamento da história (Hoeghe-Guldeberg & Hoeghe-Guldeberg, 2004).

Não são apenas os eventos ligados á mudança climática global que afetam os recifes de coral, mas também os impactos provocados por usos humanos como a pesca, a poluição e o mau uso do solo, que têm degradado os recifes de todo o mundo.

O mais importante, sob o ponto de vista de manejo e conservação, é que a maioria dos ecossistemas já estava degradada antes de 1900. Os recentes eventos catastróficos de branqueamento e as doenças de corais que têm chamado a atenção e preocupado cientistas e governos, em todo o mundo, na realidade se somam ao problema crónico e severo de declínio dos ambientes recifais. Na verdade, mesmo sem serem considerados efeitos de mudanças climáticas, acredita-se que esses impactos podem vir a destruir nos próximos 30 ou 50 anos, cerca de metade dos recifes hoje existentes (Hoeghe-Guldeberg & Hoeghe-Guldeberg, 2004).

A Conferência das Partes, da Convenção da Diversidade Biológica, já havia decidido integrar os recifes de coral no programa de trabalho em diversidade costeira e marinha, e destacar o levantamento de informações como uma das áreas prioritárias de ação. Em 2002, no World Summit on Sustainable Development, foi especialmente ressaltada a importância de um manejo sustentável, visando aliviar a pobreza e garantir o futuro das pessoas cujas vidas dependem dos recursos provenientes dos recifes de coral.

Os Recifes de Coral no Brasil

Comunidades coralíneas foram registradas no Brasil, desde o Parcel de Manuel Luís, no Maranhão, (cerca de 00"53" S, 044"16" W) até os recifes de Viçosa, na área do Arquipélago de Abrolhos (cerca de 18"01" S, 039"17" W), além de estarem presentes em ilhas oceânicas, como Atol das Rocas e Fernando de Noronha.

Os estudos dos recifes de coral no Brasil foram iniciados em 1828, com uma expedição dos naturalistas alemães Von Spix e Von Martius (Spix & Martius, 1828). Darwin (1841) descreveu os bancos de arenito em frente á cidade do Recife. Um estudo mais detalhado foi publicado por Hartt (1870), o qual está relacionado principalmente com aspectos geológicos e algumas observações biológicas dos recifes. Esses primeiros estudos tiveram continuidade com o trabalho de Branner (1904), que fornece uma descrição detalhada dos bancos de arenito da costa nordeste brasileira.

O trabalho mais abrangente sobre o assunto, no entanto, foi realizado mais tarde, na década de 60, por Jaques Laborel, durante sua tese de doutorado pela Universidade de Marseille (Laborel, 1970). O pesquisador francês forneceu uma descrição qualitativa e semi-quantitativa dos recifes brasileiros, ao longo de quase toda a costa Nordeste. Apesar de ter enfrentado em muitas áreas sérios problemas logísticos, o trabalho de Laborel permanece uma referência aos estudos de hoje.

Uma nova fase do conhecimento sobre os recifes de coral brasileiros foi introduzida no começo dos anos 80, quando Zelinda Leão conduziu extensivos estudos sobre os recifes do estado da Bahia, centrados principalmente na estrutura geológica e história dos recifes.

Em 1994, um grupo de pesquisadores e estudantes de várias universidades situadas ao longo da costa brasileira, criou a Sociedade Brasileira para Estudos dos Recifes de Coral á CORALLUS, com o objetivo de estudar e preservar os ambientes recifais no Brasil.

Em 1997, a CORALLUS organizou em Tamandará, Pernambuco, o Workshop "Recifes de Coral Brasileiros: Pesquisa, Manejo Integrado e Conservação", que contou com o apoio do Centro de Pesquisas e Gestão dos Recursos Pesqueiros do Litoral Nordeste " CEPENE/IBAMA, do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco " DOCEAN/UFPE, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro e financiamento de várias outras Instituições. Durante o Workshop, foram sugeridos temas e ações necessárias á conservação dos ambientes recifais brasileiros, bem como um alerta ao Governo sobre a importância desses ambientes e os significativos impactos ocorrentes. O evento contou com a participação de vários cientistas internacionais que auxiliaram na elaboração da proposta para manejo, conservação e pesquisa, apresentada ao Governo Brasileiro (Maida et al., 1997).

Na busca de ampliar esses estudos e ordenar o uso do ecossistema recifal na costa nordeste, foi criada, por decreto federal, em 1997, a área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, situada ao longo dos 135 km de costa, entre os municípios de Tamandará é PE e Paripueira á AL (Ferreira et al., 2001). A APA Costa dos Corais é a maior Unidade de Conservação Federal Marinha do Brasil, em extensão, (Maida & Ferreira, 2003) e a primeira a proteger grande parte dos recifes costeiros que estão distribuídos por cerca de 3 mil km da costa do nordeste (Ferreira et al., 2001).

Dentro dos limites dessa APA são permitidas diversas atividades antrópicas, com a ressalva de que essas não causem danos ao meio ambiente. Sendo uma Unidade de Conservação de categoria de uso sustentável, a APA deve propiciar o ordenamento dos seus múltiplos usos, buscando conciliar o desenvolvimento costeiro com a conservação ambiental.

Maida & Ferreira (1997) publicaram nos Proceedings do International Coral Reef Symposium, realizado no Panamá, um capítulo intitulado "Coral Reefs of Brazil: Overview and Field Guide". Castro & Pires (2001) em uma revisão posterior, apresentaram o "status" do conhecimento dos recifes do Brasil e comentaram sobre as lacunas existentes na área de pesquisa dos recifes de coral no Brasil.

A importância dos recifes brasileiros, que ocupam uma área extensa ao longo de 3 mil Km da costa, constituindo-se nas únicas formações recifais do Atlântico Sul, á tão grande quanto as ameaças que esse ecossistema vem sofrendo. No mundo todo, estima-se que a principal causa da degradação dos recifes de coral á o desenvolvimento crescente e acelerado das zonas costeiras e a exploração excessiva dos seus recursos. No Brasil, mais de 18 milhões de pessoas vivem na zona costeira, que representa uma das regiões mais densamente populosas do país, especialmente na região nordeste (Moraes, 1999). A pesca é uma das atividades mais importantes do ponto de vista social, económico e cultural, mas também um dos maiores impactos aos recifes. O turismo, crescente nesse cenário, com vários projetos de desenvolvimento em andamento, apresenta-se tanto como uma oportunidade como uma ameaça.

Em 1998, a partir de iniciativas do Departamento de Oceanografia da UFPE, do CEPENE, do Centro de Mamíferos Aquáticos á CMA/IBAMA e da Fundação Mamíferos Aquáticos, através de financiamentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento é BID - e do Pew Fellows Program in Marine Conservation, foi desenvolvido o Projeto Recifes Costeiros, com o objetivo de fornecer subsídios para a elaboração participativa do plano de gest4ao da área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (Ferreira et al., 2001; Maida, 2003).

Em 1999, o PROBIO - Projeto para a Conservação e Uso Sustentável da Diversidade Biológica - organizou o Workshop "Avaliação e Ações Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade da Zona Costeira e Marinha" (http://www.bdt.org.br/workshop/costa). Esse Workshop teve como objetivos: delimitar as áreas prioritárias para conservação da biodiversidade costeira e marinha, e definir ações prioritáiras para a conservação dessas áreas, as quais compreendessem realização de inventários e de pesquisas, atividades de manejo, recuperação de áreas degradadas e a criação de novas unidades de conservação. Durante o Workshop, foi levantada a necessidade de programas de monitoramento adequados para os ambientes recifais brasileiros e recomendada a criação de um Programa Nacional de Recifes de Coral, atuando em especial nos aspectos necessários para o desenvolvimento de ações e estudos, voltados para sua conservação e utilização sustentável, e que possibilitassem uma repartição justa e adequada de seus recursos.

Até 2000, época de publicação do segundo "Status of Coral Reefs of the World: 2000" (Wilkinson, 2000), o Brasil era o único país da América do Sul que ainda não havia estabelecido uma rede nacional de monitoramento de recifes de coral, conforme consta no sumário ecutivo do documento sobre o progresso global na conservação de recifes de coral. Apesar de vários impactos serem conhecidos (Maida et al, 1995; Ferreira & Maida, 2001), sobretudo nos recifes costeiros, de existirem áreas protegidas e legislação específica para a proteção de recifes de coral, a falta de um programa global de monitoramento comprometia a divulgação da importância dos recifes brasileiros e a avaliação do seu estado de conservação, principalmente no tocante ás mudanças climáticas globais.

A reversão dessa situação começou em 2002, com a aprovação, pelo PROBIO, do subprojeto "Monitoramento dos Recifes de Coral do Brasil", coordenado pelo Departamento de Oceanografia da UFPE, com o apoio do Projeto Recifes Costeiros e do CEPENE/IBAMA. O objetivo do projeto, que contou com a participação de vários pesquisadores de outras instituições, foi estabelecer as bases para a implementação de um programa nacional de monitoramento para os recifes de coral brasileiro e também articular e envolver as unidades de conservação existentes nesses ambientes, no estabelecimento de um programa nacional de monitoramento.

No último volume do Status of Coral Reefs, publicado em 2002, a iniciativa do Ministério do Meio Ambiente com o Reef Check foi destacada, juntamente com programas utilizando o protocolo AGRRA, iniciados em 2000, nos Abrolhos, bem como resultados de levantamentos realizados nos Recifes dos Itacolomis, sul da Bahia (Garzén-Ferreira et al., 2002) http://www.aims.gov.au/pages/research/coral-bleaching/scr2002/scr-00.html
Os primeiros resultados do Programa de Monitoramento de Recifes de Coral do Brasil á Reef Check é projeto financiado pelo MMA/SBF, foram publicados em 2006 no livro "Monitoramento dos Recifes de Coral do Brasil: Situação Atual e Perspectivas", lançado durante a COP 8 em Curitiba.

Durante a COP 8 também foi lançada a segunda edição do Atlas dos Recifes de Coral nas UCs Brasileiras, fruto de uma parceria entre o Projeto Recifes Costeiros, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e o Ministério do Meio Ambiente, com apoio do Wetlands for the Future (WFF). A primeira edição desta publicação bilíngue (português/inglês) teve a tiragem limitada de 500 exemplares e foi apresentada em diversos encontros nacionais e internacionais entre eles destacam-se: Vth World Parks Congress (África do Sul/2003), 10º International Coral Reef Symposium (Japão/2004) e International Marine Protected Area Congress (Austrália/2005). A segunda edição, lançada em 2006 na COP-8, inclui os demais mapas do ambiente recifal brasileiro, bem como uma análise da representatividade desses ecossistemas sob algumas das categorias de unidades de conservação.

Uma outra importante iniciativa foi a Campanha de Conduta Consciente em Ambientes Recifais, desenvolvida pela Diretoria de áreas Protegidas do MMA em parceria com o Projeto Recifes Costeiros (BID/UFPE/IBAMA/FMM), o Programa Nacional de Educação Ambiental PNEA/MMA e com o apoio do IBAMA. A campanha lançada em 2001foi apresentada em três tipos de informativos: um cartaz, confeccionado em material impermeável para fixação nos barcos que levam turistas a essas áreas; um folheto, também em material impermeável, a ser distribuído aos mergulhadores e outros visitantes e um livreto contendo informações detalhadas para ser distribuído em escolas, agências de turismo, prefeituras e outras localidades julgadas necessárias. Em 2006 durante a COP 8, o MMA lançou o vídeo sobre a campanha, visando divulgar os princípios da Campanha e a importância dos ambientes recifais brasileiros e contendo legendas em inglês e espanhol. O material da campanha encontra-se disponível no site do MMA:
www.mma.gov.br
www.parquesdobrasil.com.br

Desde a elaboração do Projeto, discutia-se a necessidade de criação de uma entidade com objetivos e regimento mais abrangentes, e ao mesmo tempo, focada na preservação e conservação dos recifes de coral e ecossistemas associados.

Dessa forma, um grupo de pesquisadores, professores universitários e representantes de órgãos ambientais governamentais e não-governamentais criaram o Instituto Recifes Costeiros. O IRCOS é sigla como o Instituto ficou conhecido - é constituído por um Conselho Geral formado por oito conselheiros e uma Diretoria Executiva.

De acordo com sua área de atuação, o IRCOS aborda diversas questões ligadas á temática ambiental, em zonas costeiras e marinhas, tais como: proteção dos recifes de coral; uso sustentável dos recursos naturais; recuperação de áreas degradadas; políticas municipais, estaduais e federais de meio ambiente; estratégias de desenvolvimento locais e regionais; entre outros.

Para alcançar seus objetivos, o IRCOS desenvolve projetos, conscientiza as comunidades locais e promove e participa de palestras, oficinas, mesas redondas, cursos, congressos, workshops, além de divulgar, na imprensa e em revistas especializadas, os resultados das pesquisas e ações desenvolvidas pelo Instituto.

Da mesma forma que o Projeto Recifes Costeiros, o IRCOS trabalha em parceria com o Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco é DOCEAN/UFPE e o Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Nordeste - CEPENE/IBAMA e tem sua sede no município de Tamandará (PE).

IRCOS tem funcionado como uma "incubadora de talentos", congregando jovens pesquisadores e ex-alunos de cursos de pós-graduação da Universidade Federal de Pernambuco.

 

XVII Encontro dos Técnicos Açucareiros do Nordeste

10-04-2007

De 25 a 27 de maio de 2007. Sexta, sábado e domingo

Miramar Maragogi Resort *****

A Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil á STAB Regionais Leste e Setentrional realizarão no período de 25 a 27 de maio de 2007, no Miramar Maragogi Resort *****, em Maragogi - AL, o XVII Encontro dos Técnicos Açucareiros do Nordeste.

Com o objetivo de congregar profissionais das diversas áreas que atuam no setor sucroalcooleiro da região, possibilitando a confraternização junto a seus familiares e prestar homenagens para aqueles que têm contribuído no desenvolvimento tecnológico da agroindústria.

As últimas reservas estão sendo feitas através da empresa COMUNIC EVENTOS pelo telefone (82) 3325-3468 / 3325-7590 ou pelo site www.comuniceventos.com.br.

No site da COMUNIC você também pode conferir a lista das pessoas que já confirmaram presença no evento.

PROGRAMAÇÃO:

Sexta-feira - 25/05/2007
14:00h - Chegada 20:00h é Jantar de Congraçamento com música ao vivo Sábado - 26/05/2007 09:00h às 12:00h A. Esportivas 12:00h às 14:00h - Almoço 14:00h às 17:30h A. Esportivas 20:00h - Jantar Dançante Homenagens e Baile: Orquestra Conexão Latina

Domingo - 27/05/2007
Manhã Livre 12:00h - Almoço (incluso no pacote)

RESERVAS: COMUNIC EVENTOS: Srº. Ailma Godoy / Fones: (82) 3325-3468 / 3325-7590 - Site: www.comuniceventos.com.br

geral@miramarmaragogiresort.com | Telefone Geral/Recepcão (0055) 82 32963200 | Reservas (0055) 82 32969112
| AL 101 Norte s/n | Ponta de Mangue | Maragogi | AL | Brasil | CEP 57955-000
| Escritório Comercial Europa | Aios, 4. 36990 Sanxenxo-Pontevedra-ESP | Fone (0034) 986100350