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Peixe-Boi

19-10-2007

O Projeto Peixe-Boi foi criado em 1980 pelo Governo Federal para avaliar a situação em que se encontrava o peixe-boi marinho no litoral do Brasil

Criada em 1989, e trabalhando em co-gestão com o CMA, a Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA) fortaleceu o Projeto atuando na execução de atividades conservacionistas. Com autonomia para captar e gerar recursos para o programa de conservação, a FMA passou a atuar como co-gestora do Projeto Peixe-Boi, aumentando os esforços paraClique para a conservação da espécie. Além disso, a durabiliadade e a solidez do patrocínio oficial da Petrobras ao Projeto Peixe-Boi Marinho, desde 1997, culminaram no sucesso das ações de conservação desta sensível e ameaçada espécie.

A espécie Trichechus manatus manatus (Peixe-Boi Marinho) encontra-se criticamente ameaçada de extinção, enquanto a espécie amazônica, Trichechus inunguis (Peixe-Boi da Amazônia), é classificada como vulnerável à extinção, segundo o Plano de Ação para Mamíferos Aquáticos do Brasil (IBAMA, 2001). Devido ao status de conservação e as diferenças biológicas e ecológicas entre as duas espécies, tornou-se necessário o desenvolvimento de dois projetos:
  • Projeto Peixe-Boi Marinho
  • Projeto Peixe-Boi da Amazônia

Durante a década de 80 o Projeto Peixe-Boi Marinho promoveu a conscientização do risco que a espécie corria de desaparecer do litoral brasileiro. Tanto que em 1989, com as recomendações do Projeto, o peixe-boi foi citado na Lista Oficial Brasileira de Espécies Ameaçadas pelo recém criado IBAMA.

Com a criação do "Centro Peixe-Boi" em 1990 e sua promoção para Centro Nacional de Pesquisa, Conservação e Manejo de Mamíferos Aquáticos em 1998, o Projeto Peixe-Boi passa a ser um dos projetos executivos do CMA, executado em conjunto com a FMA

Na segunda década do Projeto os esforços foram concentrados em minimizar o estado de conservação do peixe-boi, através do alcance de metas estrategicamente traçadas e avaliadas.

Para cumprir sua função, o Projeto Peixe-Boi resgata, reabilita e reintroduz peixes-bois em seu hábitat. A reprodução e o nascimento de filhotes em cativeiro também são elementos importantes dessa estratégia, tendo sido registrado o primeiro nascimento de peixes-bois gêmeos da América Latina na Unidade de Resgate e Reabilitação do Projeto Peixe-Boi.

Há registros vitoriosos de animais que passaram por esse processo, foram reintroduzidos e hoje são monitorados diariamente em seu ambiente natural pela equipe técnica do Projeto, através da radiotelemetria.

Ao todo, a equipe do projeto já resgatou 35 peixes-bois, salvos de cativeiros inadequados ou vítimas de encalhes. Depois de passarem por um profundo processo de reabilitação, nove desses animais foram devolvidos com sucesso à natureza. Dois outros encontram-se em fase de readaptação à vida selvagem no cativeiro natural do projeto, localizado em Barra de Mamanguape, na Paraíba. Oito peixes-bois estão nos oceanários na sede do projeto, onde podem ser visitados pelo público, e cinco filhotes se recuperam em regime fechado.

Estes números são bastante expressivos, considerando que a espécie contabiliza o alarmante número de cerca de 500 animais em vida livre na costa brasileira, o que faz do peixe-boi marinho o mamífero aquático brasileiro mais ameaçado de extinção.

 

Sede Nacional do Projeto Peixe-Boi em Itamaracá (http://www.ibama.gov.br/cma )

Nos oceanários é possível dar todo o tratamento de que os filhotes encalhados precisam para uma plena recuperação. Com o passar dos anos e à medida em que aumentava o conhecimento das pessoas sobre o trabalho desenvolvido em Itamaracá, a vinda de filhotes resgatados em situação de encalhe passou a ser cada vez mais freqüente, contribuindo de forma decisiva para a conservação da espécie na costa do Nordeste brasileiro.

Na Unidade de Reabilitação são feitos estudos sobre a biologia, comportamento, alimentação e fisiologia, além de estudos médico-veterinários, sangüíneos e genéticos. Com isso, tem-se uma oportunidade única de estudar a espécie de peixe-boi que ocorre no litoral brasileiro.Nos oceanários vivem também peixes-bois que estavam em cativeiros inadequados, como Xica (ver Seu Amigo Peixe-Boi), que passou mais de vinte e cinco anos num pequeno tanque numa praça do Recife.

Foi em Itamaracá que em dezembro de 1996 nasceu o primeiro filhote de peixe-boi em cativeiro da América Latina. Era Xiquito, filho de Xica.

Em abril de 1997, o Projeto Peixe-Boi teve outra vitória: o nascimento de gêmeas.A experiência desenvolvida em Itamaracá permitiu que os oceanários abrigassem não apenas os filhotes de peixe-boi resgatados, mas também outros mamíferos que encalham na costa nordestina, como pinípedes e cetáceos.

a Sede do Projeto, os visitantes podem conhecer melhor a vida dos sirênios, pois os amplos oceanários permitem uma visão perfeita dos animais e dos manejo destes. Além da observação direta, eles têm acesso a vídeos, exposições fotográficas e palestras.

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